domingo, 15 de maio de 2011

Capítulo 54

Infinitamente triste
Mar revolto, tempestade
Vento forte em minh'alma
Coração pela metade.

Cansada do sofrimento
Solto o corpo ao mar
Mergulho em sono profundo
Não quero mais voltar.

Sinto frio, muito frio
Mas não há o que me aqueça
Mesmo que atinja o fundo
E finalmente adormeça.

Não há palavra que dê conta
Da angústia desmedida
Da alma que se desmonta
Do tamanho da ferida.

2 comentários:

  1. Vai ao fundo da nossa alma. As lágrimas vieram aos meus olhos. Lindo poema.

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