So good to be home
In your arms again
Comfortable and warm
To shelter the rain.
Never ever again
Be out at night
Offensive places
A battle to fight.
When I saw the light
The old path shining
I opened the door
I saw you smiling.
I saw you smiling...
domingo, 22 de maio de 2011
domingo, 15 de maio de 2011
Capítulo 54
Infinitamente triste
Mar revolto, tempestade
Vento forte em minh'alma
Coração pela metade.
Cansada do sofrimento
Solto o corpo ao mar
Mergulho em sono profundo
Não quero mais voltar.
Sinto frio, muito frio
Mas não há o que me aqueça
Mesmo que atinja o fundo
E finalmente adormeça.
Não há palavra que dê conta
Da angústia desmedida
Da alma que se desmonta
Do tamanho da ferida.
Mar revolto, tempestade
Vento forte em minh'alma
Coração pela metade.
Cansada do sofrimento
Solto o corpo ao mar
Mergulho em sono profundo
Não quero mais voltar.
Sinto frio, muito frio
Mas não há o que me aqueça
Mesmo que atinja o fundo
E finalmente adormeça.
Não há palavra que dê conta
Da angústia desmedida
Da alma que se desmonta
Do tamanho da ferida.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Capítulo 53
O que me pedes eu te dou
E não dou contrariado
Mas dou de muito bom grado
O que teu coração desejou.
Quando me pedes mais
Muito procuro e consigo
Para compartilhar contigo
O bem que só o amor traz.
No entanto, sem satisfação
Envolto em fútil atitude
Nunca atinges a completude
Buscando felicidade em vão.
Tua boca em outras bocas
Tuas mãos em outras mãos
Assim segues, rumos vãos
Assumindo promessas loucas.
Mas como sabes tão bem
Da inconsistência que te persegue
Ao colo da dor és entregue
E enfim pensas em mim também.
Já é tarde, muito tarde
E enquanto me reviro no leito
A angústia corrói meu peito
A mágoa da rejeição ainda arde.
Um dia não te importaste
Com o que te oferecia
Transbordando em poesia
E com desprezo me olhaste.
Hoje o olhar já não se faz
A tristeza tudo apagou
No adeus que não tardou
Ainda procuro a tal da paz.
E não dou contrariado
Mas dou de muito bom grado
O que teu coração desejou.
Quando me pedes mais
Muito procuro e consigo
Para compartilhar contigo
O bem que só o amor traz.
No entanto, sem satisfação
Envolto em fútil atitude
Nunca atinges a completude
Buscando felicidade em vão.
Tua boca em outras bocas
Tuas mãos em outras mãos
Assim segues, rumos vãos
Assumindo promessas loucas.
Mas como sabes tão bem
Da inconsistência que te persegue
Ao colo da dor és entregue
E enfim pensas em mim também.
Já é tarde, muito tarde
E enquanto me reviro no leito
A angústia corrói meu peito
A mágoa da rejeição ainda arde.
Um dia não te importaste
Com o que te oferecia
Transbordando em poesia
E com desprezo me olhaste.
Hoje o olhar já não se faz
A tristeza tudo apagou
No adeus que não tardou
Ainda procuro a tal da paz.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Capítulo 52
If time were past
And if you wanted me to
I would have gone wherever it may
To make you happier
If I weren't so happy
Now that life is working
And you had asked me
For a long long walk
I would have gone
To the end of the world
To the bones of my soul
Though souls have no bones
So far I would have gone
Too far to wander
On a corner of wonder
Where vows are broken.
And if you wanted me to
I would have gone wherever it may
To make you happier
If I weren't so happy
Now that life is working
And you had asked me
For a long long walk
I would have gone
To the end of the world
To the bones of my soul
Though souls have no bones
So far I would have gone
Too far to wander
On a corner of wonder
Where vows are broken.
domingo, 26 de setembro de 2010
Capítulo 51
Vou por aí...
Vivendo, morrendo,
Crescendo!
Quando voltar,
Vou te procurar;
Quem sabe narrar
Histórias do mar?
Se contar com inspiração
Vou direto ao coração
Esquecendo a razão
Das folhas secas,
Das flores inférteis,
Do prejuízo maior:
O fim do sonho.
Sonho ainda possível
Na esfera imprevisível
Da poesia visível
Em vida sensível.
Vivendo, morrendo,
Crescendo!
Quando voltar,
Vou te procurar;
Quem sabe narrar
Histórias do mar?
Se contar com inspiração
Vou direto ao coração
Esquecendo a razão
Das folhas secas,
Das flores inférteis,
Do prejuízo maior:
O fim do sonho.
Sonho ainda possível
Na esfera imprevisível
Da poesia visível
Em vida sensível.
sábado, 11 de setembro de 2010
Capítulo 50
Palavra ouvida
Gasta pela vida
Na falta de amor
Na profunda dor.
Palavra não dita
De longe apita
Um barco no cais
O amor não é mais.
Palavra abandono
Quem nunca tem dono
Aprende a viver
De tanto sofrer.
Palavra apertada
Na dor afogada
Na boca partida
Doce despedida.
Gasta pela vida
Na falta de amor
Na profunda dor.
Palavra não dita
De longe apita
Um barco no cais
O amor não é mais.
Palavra abandono
Quem nunca tem dono
Aprende a viver
De tanto sofrer.
Palavra apertada
Na dor afogada
Na boca partida
Doce despedida.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Capítulo 49
Onde vais, pai?
Eu ainda assim tão criança
Tenho viva a esperança
De comer o fruto que cai.
Onde vais, pai?
Quando lembro do teu riso
Ao nascer meu dente ciso
Criando juízo que vai.
Onde vais, pai?
Tu me ensinaste a sorrir
Mesmo tendo que partir
Na longa estrada que sai.
Onde vais, pai?
Tão cedo, mais um copo!
Não é sempre que topo
Com meu bom e velho pai.
Aprendi a colher contigo
O fruto do juízo e do riso
E na longa estrada aterriso
Sabendo em ti um amigo.
Eu ainda assim tão criança
Tenho viva a esperança
De comer o fruto que cai.
Onde vais, pai?
Quando lembro do teu riso
Ao nascer meu dente ciso
Criando juízo que vai.
Onde vais, pai?
Tu me ensinaste a sorrir
Mesmo tendo que partir
Na longa estrada que sai.
Onde vais, pai?
Tão cedo, mais um copo!
Não é sempre que topo
Com meu bom e velho pai.
Aprendi a colher contigo
O fruto do juízo e do riso
E na longa estrada aterriso
Sabendo em ti um amigo.
(José Marinho 1943-2010)
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